segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Do Começo ao Fim (Do Começo ao Fim)

Do Começo ao Fim (Do Começo ao Fim), 2009


Francisco (Lucas Cotrin) e Tomás (Gabriel Kaufmann) são meio-irmãos que, desde pequenos, se tornam grandes amigos e, quando adultos, transformam a amizade em algo mais profundo e polêmico.


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sábado, 9 de agosto de 2014

Capítulo 5 - Revolução: A Homorevolta (Cont.)

Os túneis pareciam um labirinto sem fim, porém, depois de algum tempo correndo, Bernardo conseguiu nos guiar de volta à casa de Maria, que ficou surpresa em nos ver novamente:

- O que vocês estão fazendo aqui rapazes?
- Nós sentimos muito Maria, mas precisaremos usar da sua boa vontade mais uma vez! Precisamos de abrigo, para que possamos planejar o nosso próximo passo!
- Bem...eu realmente não tenho nada a perder! Eu fico feliz de poder ajudar aqueles que uma vez estenderam a mão ao meu filho! Fiquem à vontade!
- Muito obrigado novamente Maria!

O nosso plano inicial era fugir do vilarejo e montarmos outro refúgio, conforme sugerido por Raul, porém, eu senti que precisava de uma atitude mais drástica:

- Eu não sei quantos de vocês vão me apoiar...mas eu quero montar uma frente de resistência aqui neste vilarejo!

- Do que você está falando?! Esse vilarejo está cheio de guardas do Conde Rafael! Nós precisamos fugir!
- Raul, você esteve me treinando há algum tempo e sempre me disse que eu precisava ser uma pessoa mais forte! Bem, essa é a nossa chance! Pense bem, essa é a base mais fraca de Conde Rafael! Como Hugo disse, o fluxo de pessoas aqui é bem menor do que em outros locais, então, se vamos começar uma revolução, que seja aqui!
- Ele tem razão Raul! Eu estou orgulhoso de você Felipe! Esse tipo de raciocínio é digno de um general e eu aprecio muito a sua coragem de querer levar isso a frente! Eu te apoio plenamente e estou ao seu lado nisso!
- Obrigado irmão! Você com certeza também contribuiu muito para que eu desenvolvesse esse senso de batalha! Mas então, o que você acha Raul? Este ainda é o seu grupo de refugiados!
- Bem...posso dizer que também estou orgulhoso de você Felipe! Eu confesso que, quando chegastes ao acampamento, eu te via mais como um empecilho, mas te provastes mais útil que muitos outros e, nesse momento, também te mostrastes bem mais corajoso do que a maioria! Por mim, este grupo se organiza agora e executa uma revolta neste vilarejo contra os guardas de Conde Rafael! Quem está a favor?

Haviam cinquenta e seis pessoas para votar, mas apenas quarenta e quatro delas levantaram as mãos em assentimento. Para aqueles que se omitiram, Raul disse:


- Bem, então é aqui que este grupo se divide! Vocês podem sair a hora que quiserem, porém não poderão voltar a este grupo caso tenhamos sucesso em dominar os guardas deste vilarejo! Eu sinto muito, mas assim como não posso obrigá-los a lutar, também não posso pedir àquelas pessoas que arriscarão as suas vidas para aceitá-los novamente.


Imediatamente, dez pessoas saíram pela porta, murmurando agradecimentos e votos de boa sorte para os que ficaram. Duas outras pessoas acabaram ficando, desculparam-se por hesitar e se comprometeram com a causa.

Assim, o grupo restante permaneceu na casa de Maria, que fez o possível para nos acomodar em sua casa e nos oferecer uma refeição completa. Nós sabíamos que não tínhamos muito tempo, por isso tentamos planejar e implementar o plano de ação o mais rápido possível.
Cerca de uma hora depois, saímos da casa de Maria divididos em três grupos que atacariam diferentes partes do vilarejo de maneira sistemática e simultânea. Eu e Bernardo conduzimos o maior grupo para o centro do vilarejo, Hugo e Raul conduziram outro para a fronteira leste e Tomás e William o último para a fronteira oeste. Nossas armas consistiam em algumas armas de fogo, mas havia uma predominância de espadas e arcos-e-flechas. Eu nunca fui uma pessoa violenta e, a princípio, odiei a ideia de matar pessoas sob a premissa da liberdade, porém, a indignação que eu sentia pelo fato de Conde Rafael matar os homossexuais pelo simples prazer de eliminar algo que ele não aceita ou não entende me motivou a assumir a liderança do maior grupo, que estava marchando em direção à estalagem onde nós achávamos que o meu tio estava.
O meu grupo era o maior porque provavelmente encontraríamos mais pessoas em nosso caminho, o que de fato ocorreu nos nossos primeiros minutos de caminhada pelo vilarejo. Porém, nós conseguimos neutralizar, do modo menos violento possível, muitos dos guardas de Conde Rafael e fomos bem sucedidos em avançar pelas ruas, até que chegamos à estalagem, onde estavam Conde Rafael e um grupo enorme de guardas. O meu tio, assim que nos viu, gritou:

- EU TENHO QUE ADMITIR QUE VOCÊ TEM CORAGEM SOBRINHO! Eu achei que você estivesse a quilômetros de distância daqui, porém tivestes a audácia de vir me enfrentar, mesmo sabendo que não tem a menor chance!

- Olá tio! Se eu fosse você não estaria tão certo disso! Nós viemos decididos a vencer!
- Então vença disso aqui!

A cena foi rápida, porém eu senti como se tudo ocorresse extremamente devagar e eu não pudesse fazer nada, pois os meus pés estavam pesados e lentos. Bernardo me empurrou para o lado e foi atingido por uma bala disparada por Conde Rafael. Eu permaneci deitado, enquanto Conde Rafael fugia para dentro da estalagem, os guardas do meu tio e os meus companheiros começavam um combate e, por fim, o meu marido rolava no chão, provavelmente agonizando de dor.

Depois de me recuperar do choque, eu corri em direção a Bernardo, rezando para que o pior não tivesse acontecido. Por sorte, a bala havia atingido parcialmente o seu ombro, de modo que havia muito sangue e ele gritava de dor, mas pelo menos nenhum órgão havia sido atingido e, felizmente, eu não iria perder o meu grande amor por ter sido estúpido o suficiente para avançar com a guarda baixa em direção a Conde Rafael. Eu definitivamente não me sentia um guerreiro naquele momento, mas, com certeza, eu me sentia alguém inclinado a terminar a minha missão, então rasguei um pedaço da minha roupa e amarrei ao braço de Bernardo para diminuir a perda de sangue, o movi levemente para o colocar em meu colo e acariciei a cabeça dele, dizendo:

- Eu sinto muito! Isso não deveria ter acontecido! Eu fui estúpido e agora você está ferido...desculpa meu amor!

- Felipe, isso não foi nada! Eu sempre vou estar disposto a pular na frente de uma bala por você, por que eu te amo!
- Eu também te amo! Mas não quero que você pule na frente de balas por mim! Imagina se você tivesse morrido! O meu mundo não faz sentido em você!
- Nem o meu sem você! É por isso que eu sempre vou estar disposto a fazer isso por você!

Eu o beijei brevemente e, quando olhei ao redor, eu percebi que os meses de treinamento no acampamento e a refeição que Maria havia nos forneceu para recuperar as forças, capacitou os meus companheiros a dominar a guarda do meu tio. Assim, em poucos minutos, todos os guardas haviam sido neutralizados e o meu grupo demandou novas ordens, ao que eu respondi:


- Conde Rafael entrou na estalagem! Precisamos ir atrás dele! Mas eu preciso que alguém continue cuidando do ferimento de Bernardo!


Duas pessoas que afirmaram ter experiência com ferimentos se ofereceram para cuidar de Bernardo, porém, antes de ir, eu disse a ele:


- Você se importa?

- É claro que não! Vá dar uma lição naquele crápula do seu tio!
- Tudo bem, então eu voltarei o mais rápido possível! Por favor, levem-no com cuidado até a casa de Maria e cuidem dele lá! Voltaremos assim que possível!

Dito isso, eu deixei o meu marido aos cuidados daquelas pessoas e corri em direção à estalagem, onde não encontramos ninguém em qualquer quarto. Quando fomos olhar o porão e vimos os túneis abertos, uma ideia horrível me passou pela cabeça: Conde Rafael não saiu daquela estalagem pelas portas da frente, porque eu estava lá e não o vi fazer isso, então ele poderia ter pego os túneis e agora estava em qualquer parte do vilarejo, inclusive na casa de Maria, para onde eu acabara de mandar o meu marido ferido. Tentando conter ao máximo o pânico e parecer centrado, eu compartilhei as minhas deduções com o meu grupo, então instrui todos a, cuidadosamente, vasculhar as casas do vilarejo e, principalmente, instrui alguns a irem diretamente para a casa de Maria, a fim de reforçar a segurança, caso o meu tio aparecesse lá.

Aparentemente, os poucos guardas que acompanharam o meu tio o abandonaram no meio do caminho, pois encontramos muitos deles separados em várias casas durante a nossa busca pelo vilarejo. Entretanto, o meu tio continuava foragido e eu começava a me preocupar que o pior tivesse acontecido e ele estivesse realmente na casa de Maria e preferiria que ele tivesse fugido ao invés de imaginá-lo perto do meu marido, que estava ferido e de Maria, que parecia tão indefesa.
Quando chegamos à casa de Maria, por alguns momentos, eu não consegui acreditar no que os meus olhos viam. Apesar de saber que Conde Rafael organizava caçadas de "homossexuais", eu não tinha consciência do quão brutal ele poderia ser, até que eu vi o meu tio com uma faca pressionada ao pescoço de Bernardo, que estava sendo usado como um escudo humano, e seis cadáveres no chão, sendo um deles de Maria, a doce senhora que nos acolheu em sua casa e morreu por ter se envolvido em nossa luta.

- Olá sobrinho! Estava procurando por mim?

- O QUE VOCÊ FEZ! POR QUE?
- Por que eu posso! Por que essas pessoas querem defender essa prática antinatural! Elas merecem morrer, assim como você! Mas essas mortes, especificamente, são sua culpa, por ter envolvido estas pessoas nessa sua ideia ridícula de que poderia medir forças comigo! Agora é a vez do seu...com eu posso dizer..."companheiro"!
- Não, por favor...deixe ele em paz! Eu...por favor!
- Você aceitaria ser a minha próxima "presa" se eu deixar o seu namorado em paz?
- Sim! Eu aceito! Eu aceito! Mas deixe ele livre!
- Não Felipe! Eu não quero!
- Cala a boca camponês! Isso aqui é entre a realeza!
- Bernardo...é o único jeito!
- Então vamos logo! Eu não quero mais ficar aqui nesse vilarejo!
- Eu tenho outra condição! Deixe esse lugar livre! Você perdeu o poder sobre ele!
- Você não está em posição de fazer exigências! Eu não vou prometer nada, mas realmente não me interesso por este fim de mundo!

Conde Rafael trocou Bernardo de posição comigo e me usou de escudo enquanto, para minha surpresa, dirigia-se em direção ao porão. Quanto a isso eu indaguei:

- Por que estamos indo para o porão?
- Porque eu não confio nos seus amigos e nem no seu namoradinho, que já posou de herói hoje! Então vamos por estes túneis, o que vai dificultar que eles saibam onde estamos e, eventualmente, impeçam a nossa partida! Caso alguém tente fazer alguma coisa ou nos seguir pelos túneis, eu te mato na mesma hora! Todas estão ouvindo? Acho bom ninguém tentar nada!

Conde Rafael caminhou, comigo a sua frente, até o porão, abriu a porta e me fez entrar primeiro, dizendo, enquanto apontava uma arma para as demais pessoas:

- Desça! Esteja pronto para entrar nos túneis e eu descerei em seguida! Se alguém tentar alguma coisa, eu juro que vou matá-lo!

Eu desci as escadas ouvindo o meu tio murmurar algumas outras coisas para os meus companheiros. Porém, quando cheguei ao chão do porão, eu ouvi um murmúrio e, sem seguida, vi dois corpos rolando pela escada. Um deles era Conde Rafael e o outro era José, um dos meus companheiros, que ainda no chão, depois da queda, disse:

- Corra Felipe! Não existe uma revolução sem você!

Eu prontamente fui até ele e o ajudei a levantar, depois subimos os degraus lentamente. Porém, quando estávamos no topo da escada, houve um disparo que atingiu as costas de José, o qual caiu no chão, enquanto os outros me puxavam para longe da porta do porão. Nós permanecemos afastados da porta algum tempo antes de percebermos que Conde Rafael não viria mais até nós e que poderíamos ajudar José, o qual agonizava no chão durante o tempo em que nos mantivemos esperando pela volta do meu tio. Infelizmente, as pessoas experientes em ferimentos, declararam que não poderiam mais salvar José, então nós apenas o movemos até o sofá, onde ele declarou suas últimas palavras:

- Viva...a...homorevolta! Você...você conseguiu Felipe! Nós ga...ganhamos essa...batalh...

A bala havia perfurado as costas de José na altura dos pulmões, então ele simplesmente sufocou até a morte. Entretanto, as suas palavras em eu leito de morte me inspiraram ainda mais a continuar com a nossa revolução, que começou com o que ele denominou de "homorevolta". José era um senhor cujo filho havia morrido nas caçadas de Conde Rafael, e ele resolveu nos ajudar porque queria evitar que isso se repetisse. Isso me lembrou de Maria, que agora jazia morta no chão, outra pessoa que nos ajudou para evitar que Conde Rafael machucasse os filhos de outras pessoas.
Inspirado pela vida e pela morte destas pessoas eu me dirigi aos meus outros companheiros, dizendo:

- Companheiros! Não vamos deixar as mortes destas pessoas serem em vão! Vamos continuar lutando! Vamos transformar esse vilarejo no nosso primeiro local de resistência contra o Conde Rafael, como havíamos idealizado! Como vocês podem ter ouvido, ele é sim meu tio, porém não há ninguém que eu despreze mais do que ele! O meu nome é Felipe, eu sou o príncipe de Heliópolis, o meu pai é o Rei Otávio, que também abomina as práticas do meu tio, e, se vocês me deixarem, eu quero levar vocês à vitória contra a caçada dos homossexuais!

Depois disso, seguiram-se gritos e palmas de incentivo. Além disso, Bernardo me olhava de modo conivente, então eu finalizei:

- Nesse caso, vamos encontrar os nossos outros companheiros e começar a agir neste vilarejo, porque nós temos muito trabalho a fazer! E, acima de tudo, nós temos uma revolução para continuar!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Hold Your Peace (Hold Your Peace)

Hold Your Peace (Hold Your Peace), 2011


Ainden (Chad Ford) foi convidado para ser padrinho do casamento de Max (Tyler Brockington), o seu ex-namorado por quem ele ainda nutre fortes sentimentos. Aiden leva Lance/Brick (Scott Higgins) como seu suposto namorado ao casamento e tenta se desvencilhar dos seus sentimento, porém ele descobre que isso será bem mais difícil do que ele pensava.

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domingo, 3 de agosto de 2014

Long-Term Relationship (Long-Term Relationship)

Long-Term Relationship (Long-Term Relationship), 2006


Glenn (Matthew Montgomery) é um homem cansado de encontros de apenas uma noite, então resolve responder a um anúncio feito por Adam (Windham Beacham) em jornal, no qual ele procura um relacionamento de longa duração. Os dois parecem perfeitos um para o outro, embora tenham algumas divergências, além disso, a "qualidade da relação sexual" põe a prova o relacionamento deles e estimula a capacidade do casal em desenvolver uma relação com outras prioridades.

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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Capítulo 2 - A Lenda do Homem de Fogo (Cont.)



A viagem para Los Angeles, patrocinada pelos Fletcher, foi bastante tranquila e o grupo de elementais foi bem-sucedido em controlar seus poderes dentro do avião, embora uma aeromoça tenha jurado ver pequenos brotos na poltrona de Gabriela. Mesmo depois da longa viagem, os elementais estavam determinados a encontrar Saulo e se dividiram em dois grupos para vasculhar as ruas de Los Angeles:

- Eu acho que nós deveríamos nos separar em dois grupos, assim nós poderemos cobrir uma extensão maior da cidade. Eu vou para o lado oeste da cidade, com a Alba, a Sophie e com você irmãozinho - disse Ethan apontando para Oliver.
- Irmãozão...eu acho melhor eu ir para o outro lado com o outro grupo, afinal nós somos meio que os responsáveis por essa viagem... - respondeu Oliver, calmamente. De fato Oliver acreditava em suas palavras, porém, o motivo principal era a presença de Sophie, que ainda lhe suscitava sentimentos ambíguos.
- Ah...tudo bem então...então você pode vir conosco Marco - disse Ethan olhando para o rapaz.
- Certo! - respondeu Marco empolgado.
- Tudo bem, então Themba, Gabriela e Cho, sigam-me para o lado leste da cidade! - disse Oliver em tom animado - Nos encontramos aqui no aeroporto em duas horas, se não conseguirmos encontrá-lo. Porém, caso o meu grupo o ache, sigam a neve ou, caso o seu grupo o encontre, nós seguiremos o vento, tudo bem Alba?
- Pode contar comigo!
- Bem, então é isso...até mais irmãozinho! - disse Ethan, despedindo-se com um meio sorriso.
- Até mais Ethan... - Oliver realmente queria dizer mais, porém não conseguiu proferir mais nenhuma palavra. Por algum motivo, ele estava chateado com Ethan, mas isso não fazia sentido nem mesmo para ele.

A busca pela cidade não durou muito, já que o grupo de Oliver utilizou os poderes do elemental do gelo para percorrer mais rapidamente a cidade e logo encontrou Saulo atormentando as pessoas na San Diego Freeway. Ao avistá-lo, Oliver só teve tempo de criar uma tempestade de neve antes de ser atingido por uma bola de fogo, cair, bater a cabeça no chão e ficar inconsciente. Depois disso, Cho utilizou uma barreira elétrica para protegê-lo enquanto Gabriela tentava acordá-lo e Themba caminhava em direção a Saulo, dizendo:

- Vamos ver o que consegues fazes contra isso! - O rapaz ergueu as mãos e o chão começou a tremer e rachar, então os pedaços do asfalto se concentraram ao redor dele - Tiro ao alvo! - com um movimento das mãos para frente as pedras voaram em grande velocidade em direção a Saulo, que foi atingido, porém desviou a maior parte das pedras com um movimento do braço, o qual produziu labaredas ao seu redor.
- Minha vez! - Saulo ergueu as mãos e disse: -  Sagitta - então uma flecha de fogo voou em direção a Themba.
- Proteção! - rapidamente um bloco de pedra se ergueu em frente a Themba, protegendo-o por pouco de ser atingido pela flecha de Saulo.
- Não chegas nem aos pés de um elemental de Géon! Essa foi a pior defesa que eu já vi alguém fazer com o elemento terra!
- Quando eu quiser a sua opinião eu falo! - respondeu Themba - Agora defende essa aqui! - Ele fez um movimento circular com as mãos e poeira começou a subir do chão, rotacionando ao seu redor. Nesse momento, Oliver despertou, bastante desorientado, e Themba cochichou para Gabriela: - Gabi, eu vou criar uma distração e vou tentar segurá-lo até que os outros cheguem, tira o Oliver daqui! - depois disso, tornou a focar em Saulo e disse: - Vamos ver o que consegues fazer sem nos ver e com seus poderes bloqueados! - o rapaz apontou novamente com as mãos para Saulo e uma tempestade de areia cobriu o inimigo. Enquanto isso, Gabriela corria com Oliver apoiado em seu pescoço, enquanto Cho permanecera parada ao lado de Themba, o qual disse: - Cho, sai daqui! Você precisa se proteger!
- Ninguém vai ferir o meu amigo e ficar ileso! Eu quero lutar junto com você! - disse a garota, determinada.
Ignis firmamento! - Saulo gritou e uma cúpula de fogo cobriu Cho e Themba, os quais tentaram utilizar seus poderes para contra-atacar, porém a cúpula parecia impenetrável - Não sejam idiotas! Não há nada que os seus poderes possam fazer dentro dessa prisão de fogo! E é melhor pouparem o seu ar, porque ela está se alimentando dele a cada segundo e vocês ficarão sem oxigênio em breve! Agora me digam, onde está aquele elemental do fogo?
- Bem aqui! - exclamou Ethan enquanto lançava uma bola de fogo, a qual fez um buraco na cúpula de Saulo e viabilizou a saída de Themba e Cho.
- Nossa, você ficou mais forte desde a última vez que nos vimos hein! Mas, como da última vez, ainda não é páreo para mim! - Saulo lançou uma versão melhorada do ataque com flechas - plures sagittas!
- Não esteja tão certo disso - um escudo de fogo surgiu em frente a Ethan - O que você quer nesta cidade? E o que aconteceu com Flamus?
- É este o meu propósito nesta cidade! - disse Saulo - Pode relaxar a sua barreira, eu não vou mais atacar! Eu precisava testá-lo e decidir se realmente és digno da informação que eu tenho para compartilhar!
- Como assim? - respondeu Ethan confuso, ainda com a barreira a sua frente.
- Eu ataquei esta cidade porque eu soube que o último elemental oficialmente treinado por Flamus era de Los Angeles! Eu preciso compartilhar uma informação muito valiosa, porém somente os mais fortes são dignos dela! Bem, eu pude ver que tens muito potencial como um elemental do fogo, considerando-se que conseguistes bloquear um ataque muito poderoso, mesmo com um nível de treinamento tão pobre e sem qualquer conhecimento sobre os segredos dos Imortais.
- Cara, isso foi um elogio? - disse Ethan perplexo - E por que me contarias algo, depois de teres matado o meu Imortal?
- Veja bem, o que aconteceu com Flamus vais precisar descobrir sozinho, porém, o que eu tenho a te dizer eventualmente vai te levar a isso!
- Pare de falar em código! Apenas seja direto e diga o que tens a dizer! - exclamou Ethan.
- Eu estou morrendo Ethan... - disse Saulo com feições sérias - Mas eu preciso compartilhar a minha grande descoberta com alguém! Eu tenho câncer em estágio de metástase e isso está afetando os meus poderes, a minha energia vital está sendo prejudicada e o meu poder está me consumindo, parece que eu estou queimando por dentro!
- Eu... eu sinto muito! - exclamou Ethan, sem saber o que mais dizer, então extinguiu a barreira de fogo, como um gesto de compaixão.
- Não sinta! Eu não sou uma pessoa boa, apenas estou morrendo e...bem, talvez eu mereça isso! Mas deixe-me lhe explicar algo...bem, na verdade eu vou lhe contar uma breve história que o somente povo mais antigo da minha cidade conhece:

Há muitos séculos, quando os seres humanos ainda viviam em cavernas, um homem pré-histórico encontrou durante uma caçada alguém muito diferente dele: um homem que possui traços humanos, porém estava envolto por uma aura de fogo, a qual o cobria como se fosse uma manta e não queimava o seu corpo.
Este homem permaneceu entre os homens das cavernas e lhes ensinou o segredo do fogo. A partir dessa época ele passou a ser adorado pelos homens como um deus e sempre lhes favorecia em batalhas com outros povos que não possuíam o conhecimento sobre o fogo.
Porém, um dia o homem de fogo, como era conhecido, ficou cansado da sua vida entre os mortais e resolveu escolher uma pessoa daquele povo, que tinha prosperado bastante e se expandido, para revelar segredos ainda mais profundos sobre a manipulação do fogo e para proteger aquele povo durante o seu planejado descanso.
O homem de fogo gostava tanto daquele povo, que compartilhou com eles a chave para fazê-lo entrar em um profundo descanso e depois acordá-lo, quando eles estivessem em perigo perante outros povos ou na ocasião em que outra pessoa precisaria ser escolhida para conhecer mais profundamente os segredos do fogo.
O primeiro homem escolhido foi o líder do povo, o qual proferiu o encanto para colocar o homem de fogo em descanso profundo e depois levou o seu povo a prosperar ainda mais, sempre seguindo as ordens do seu deus quanto ao uso racional dos seus poderes. Este ciclo foi sendo seguido por diversas gerações ao longo da história da humanidade, porém, eventualmente, os escolhidos passaram a esquecer a racionalidade exigida pelo homem de fogo e passaram a usar os poderes para conquistar territórios e escravizar outros povos.
Percebendo essa subversão dos escolhidos para usar o seu poder, o homem de fogo, com muito pesar, resolveu destruir o seu amado povo, que tinha se tornado ambicioso e subvertido. Assim, um incêndio eliminou quase todos aqueles que sabiam da existência do homem de fogo e aqueles que um dia tiveram o conhecimento e o poder de controlar os segredos do fogo e até mesmo aquele conhecido como o homem de fogo. As poucas pessoas que sobreviveram difundiram a utilização do fogo, mas o conhecimento sobre o homem de fogo foi se perdendo ao longo dos anos, embora poucos ainda contem essa lenda para perpetuar o conhecimento sobre a existência de tal ser imortal.

- Então...de quem achas que essa história fala?
- Flamus! Essa história é sobre Flamus! - exclamou Ethan.
- Exato! E aquelas pessoas para quem ele contou o segredo do fogo foram os primeiros elementais, por assim dizer!
- Mas, se Flamus realmente destruiu aqueles que sabiam sobre a existência dele, como essa história conseguiu sobreviver tanto tempo?
- Como eu disse, somente os mais velhos na minha cidade sabem essa história e, ainda assim, são pouquíssimas pessoas, nas quais ninguém acredita. Há pessoas como a minha avó, cuja família sempre esteve lá e que vêm perpetuando essa história!
- Certo...mas e quanto aos elementais? Por que nós estamos aqui se Flamus desistiu deles?
- Porque, no fundo, Flamus é um fraco, de coração mole! Ele me contou que ele e os outros imortais resolveram mudar o modo de escolha dos elementais. A partir de certo momento, eles começaram a escolher as crianças, por acreditarem que seria mais difícil subverter o coração delas, mas eles estavam errados, considerando-se a sociedade em que vivemos! Além disso, não haveria mais um povo a ser beneficiado e sim toda a humanidade, sendo que os elementais deveriam ser sigilosos e não mais tão exibidos como antigamente.
- Mas o que isso tem a ver com o fato de teres matado o Flamus? Por que fizestes isso?
- Eu tenho meus motivos, que não são da sua conta, mas eu posso lhe dizer que o fato de eu saber tanto é uma mera coincidência de ter relacionado o meu papel de elemental à velha história que a minha avó me contava todas as noites antes de dormir. Associando isso às informações que Flamus compartilhava comigo, eu consegui deduzir que talvez o segredo de Flamus não estivesse totalmente perdido, pois o que nem mesmo ele sabia era que os homens das cavernas tinham um hábito muito interessante de desenhar coisas nas paredes das cavernas. Quando eu descobri que o local onde o povo de Flamus viveu corresponde a uma porção da minha cidade, eu fui investigar e acabei encontrando o segredo para colocar o Imortal do fogo em sono profundo, que só pode ser quebrado por um elemental, com as palavras corretas.
- Então Flamus só está em algum lugar dormindo?
- Pode apostar que sim! Mas ainda não celebre, porque vais ter muito trabalho para acordá-lo, se é isso que realmente queres! - disse Saulo - Quer um conselho? Deixe-o dormindo e governe o mundo! É isso o que eu faria se esse câncer não estivesse literalmente me consumindo!
- Mas isso não é o tipo de coisa que eu faria! - respondeu Ethan zangado.
- Bem, ninguém pode ser perfeito, então não posso esperar que sejas tão determinado quanto eu! Então, se vais mesmo acordá-lo, eu tenho uma dica: às vezes as palavras ditas na linguagem certa têm mais poder!
- O que isso quer dizer?
- Descubra! Eu só não queria morrer com todo esse conhecimento sem compartilhá-lo om alguém, mas não vou facilitar a tua vida! - disse Saulo virando as costas para Ethan e caminhando na San Diego Freeway - Ah, uma última dica - Saulo virou o rosto para Ethan e disse: - Não deixe o mundo dizer o que deves fazer, apenas faça o que o seu coração manda garoto! Precisas ser mais determinado e, quem sabe, um dia sejas um elemental tão poderoso quanto eu! - depois disso, ele continuou caminhando enquanto uma chama surgiu ao redor do seu corpo, até que, em poucos segundos, o seu corpo caiu inerte no chão, com marcas de queimadura por toda a sua extensão.
- NÃO! - Ethan fez menção de correr em direção ao corpo, porém foi impedido por Themba.
- Deixe-o Ethan...a polícia logo aparecerá para recolher o seu corpo! Não há nada que nós possamos fazer mais e...bem, temos problemas maiores!
- Do que você está falando Themba?
- É o Oliver...
- Oli?! O que aconteceu com o meu irmão Themba? Onde ele está? - perguntou Ethan apreensivo.
- Bem, ele foi atingido por Saulo assim que chegamos aqui, mas a Gabriela fugiu com ele consciente enquanto eu lutava.
- Para onde eles foram Themba?! Me diga!
- Eu não sei Ethan! - disse Themba triste - Desculpe-me, eu deveria protegê-lo, mas eu não consegui! Desculpe-me, eu estraguei tudo!
- Não meu amigo! Ouça, sou eu quem precisa pedir desculpas, eu só estou aflito que algo possa ter acontecido a ele, mas isso não é culpa sua! Na verdade você o salvou, pois poderia ter sido pior se o Saulo o tivesse atacado novamente! Então muito obrigado por isso! - disse Ethan, enquanto batia nas costas de Themba, em um gesto de gratidão. Depois disso, ele disse para os outros: - Ouçam, não vamos nos separar dessa vez! Vamos todos juntos procurar o Oli e a Gabi!

O grupo de elementais percorreu dois quarteirões pela W. Century Boulevard, que, devido à confusão causada por Saulo, estava vazia, e encontraram Gabriela e Oliver em uma esquina. Ao avistá-los, Ethan correu e se ajoelhou junto do irmão, dizendo:

- Oli! Irmãozinho, você está bem?
- Irmãozão... - disse Oliver com um tom de voz fraco - Eu acho que não estou no meu melhor momento - Todo o lado esquerdo de Oliver, onde o ataque de Saulo atingira, estava coberto de queimaduras muito graves.
- Eu não sabia o que fazer Ethan! Então apenas coloquei algumas ervas para aliviar a dor! Mas o efeito está passando e eu não sei como faremos para levar ele para um hospital!
- Você foi perfeita Gabi! Agora deixa comigo - disse Ethan, confortando Gabriela. Então, virou para Oliver e, olhando bem no fundo dos olhos do rapaz, disse: - Irmãozinho...eu acho que posso reverter isso, mas talvez doa um pouco, então eu quero que você aperte a minha mão quando sentir dor, mas me deixe terminar isso, tudo bem?
- Tudo bem...mas, eu queria que você soubesse que eu sinto muito e...
- Shh - disse Ethan, colocando o indicador nos lábios de Oliver - Eu sei, isso não importa agora! Deixe-me melhorar isso! - Ethan fez um gesto de mãos e uma fina chama envolveu o corpo de Oliver - Não se mexa! - os locais onde a chama tocou voltaram ao estado normal, deixando uma leve vermelhidão na pele do elemental do gelo.
- Irmãozão, você conseguiu! - disse Oliver, com a voz ainda bastante fraca, apertando a mão de Ethan.
- Sim Oli! Ainda bem que isso deu certo ou eu não sei o que eu faria! Mas eu estou bastante fraco e você precisa ir ao hospital para verificar se não houve nenhum dano mais sério!
- Não é necessário! - disse Oliver.
- Eu acho que é necessário Oliver, afinal você caiu, bateu a cabeça e ficou inconsciente!
- O que?! Eu não sabia disso! Agora que não tem discussão mesmo! Vamos logo!

Os elementais adentraram o hospital alegando terem sido feridos pelo homem que estava causando tumulto na cidade, o que foi um motivo bem aceito, dadas as atuais circunstâncias em que a cidade se encontrava.
A equipe do hospital fez alguns exames em Ethan e Oliver, os quais permaneceram em repouso, enquanto os outros precisaram ligar para os Fletcher, a fim de informar o que havia ocorrido com os dois rapazes e providenciar o pagamento das despesas do hospital. Os pais de Oliver ficaram muito aflitos e afirmaram que iriam pegar o próximo avião para os Estados Unidos. Enquanto isso, Ethan saiu do seu leito e caminhou até o de Oliver, então disse:


- E aí Oli, como você está se sentindo?
- Bem, eu acho... - respondeu Oliver com um meio sorriso - Eu sinto muito mesmo!
- Ah, qual é Oli! Esquece isso! Eu já esqueci...bem, eu não entendo porque você está agindo assim, mas eu não me importo, afinal ver você daquele jeito elimina qualquer mágoa que eu possa ter!
- Eu não quero que você se magoe comigo... - disse Oliver com a cabeça baixa - Mas não posso evitar de agir assim, eu não sei o que há comigo!
- Eu não estou Oli! Bem, eu fiquei depois que você deliberadamente se excluiu da minha companhia, mas como eu disse, isso não importa! Você pode estar passando por uma fase meio confusa, mas eu estou do seu lado para te apoiar, tudo bem? Sempre! Eu só não quero que você minta para mim ou esconda as coisas de mim! Você não precisa fazer isso!
- Eu sei...desculpa por isso também! Eu realmente não sei qual é o meu problema!
- Você não tem nenhum problema! Você é perfeito do jeito que é!
- Para...eu sei que você quer me animar, mas essa coisa com a Sophie é muito estranha e precisa parar, ela não me fez nada!
- Sophie? O que ela tem a ver com isso? - perguntou Ethan - Espera, foi por causa dela que você não quis vir comigo?
- Sim...
- Mas qual o problema dela vir conosco?
- Eu não sei Ethan, eu só não consigo suportar ver você juntos...sei lá, estou confuso.
- Então...você realmente estava com ciúmes dela no dia do seu aniversário?
- Não Ethan...não sei, talvez...essa é a explicação mais razoável até agora!
- Não há razões para ter ciúmes Oli! A Sophie e eu somos apenas amigos, ela não vai tomar o seu lugar!
- Como assim o meu lugar?
- Sabe, antes de morrer, o Saulo me disse uma coisa que eu acho que faz sentido! - disse Ethan olhando fixamente para o elemental do gelo - Eu preciso ser mais determinado - Ethan pôs as mãos na bochecha do rapaz e continuou: - Eu te amo Oli! - Então, Ethan se inclinou e beijou os lábios de Oliver.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Hawaii (Havaí)

Hawaii (Havaí), 2013


Eugenio (Manuel Vignau) busca inspiração para o roteiro que está escrevendo enquanto passa o verão hospedado na casa dos tios. Enquanto isso, Martin (Mateo Chiarino) está sem lugar para morar e busca um trabalho temporário na casa de Eugenio, sem revelar a ele sua situação. Ao longo da história, os dois descobrem que eram amigos na infância e começam a construir uma relação que mistura fatos do passado e várias emoções.

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domingo, 27 de julho de 2014

Defying Gravity (Defying Gravity)

Defying Gravity (Defying Gravity), 1997


John "Griff" (Daniel Chilson) é um universitário bastante ativo em sua fraternidade, o qual mantém uma relação superficial e secreta com o seu amigo Pete (Don Handfield), que espera muito mais dessa relação. Certa noite, Pete é agredido e seriamente ferido por um grupo homofóbico e "Griff" é a única testemunha do fato, o que o coloca em uma posição em que ele precisa escolher entre manter as aparências e ajudar Pete, por quem ele descobre nutrir sentimentos bem mais profundos do que ele esperava.

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